Quem foi René Quinton, o francês que inspirou o nosso nome

O “Qton” do nosso nome é uma homenagem a René Quinton, um francês que passou boa parte da vida tentando entender a relação entre o mar e os seres vivos. A história dele é maior que o mar.
O naturalista
Quinton nasceu em 1866, em Chaumes-en-Brie, na França, e morreu em Paris em 1925[1]. Em 1904 publicou L’eau de mer, milieu organique (“A água do mar, meio orgânico”), um livro de mais de quinhentas páginas em que defende que os seres vivos conservam, no próprio organismo, características do mar onde a vida começou[2].
A tese fez barulho na época. Quinton chegou a propor usos médicos pra água do mar, que a medicina acabou abandonando. Hoje o livro é lido como um documento histórico, e as ideias dele não são aceitas pela ciência atual[1].
O aviador
Pouca gente sabe, mas Quinton também foi pioneiro da aviação. Em 1908 ajudou a fundar a Ligue Nationale Aérienne, uma associação que financiava prêmios pra quem construísse os primeiros aviões franceses, e foi o presidente dela[1].
O soldado
Quando a Primeira Guerra começou, em 1914, ele já tinha idade pra ficar em casa. Se apresentou mesmo assim, como capitão de artilharia da reserva. Foi ferido oito vezes, recebeu a Cruz de Guerra e o marechal Foch o descreveu como um “oficial da mais rara intrepidez”[1].
Um homem que olhava pro mar com a curiosidade de quem acha que ainda falta muita coisa pra entender.
Por que ele está no nosso nome
A OceaniQ não vende a tese de Quinton, e o nosso sal é sal: tempero, de origem marinha, pra comida de todo dia. O que a gente herdou dele foi o olhar. A ideia de que o mar merece atenção e de que vale a pena entender o que vem dele antes de mexer.
É por isso que o nosso sal sai da salina com a menor intervenção possível. E é por isso que o nome dele está no pacote.
Fontes
- Wikipedia. René Quinton. en.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Quinton
- Quinton, René. L’eau de mer, milieu organique. Paris: Masson, 1904.



